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Sábado, 24 de Abril de 2010

Uma história de vida

Era uma vez um homem cuja vida andava sempre num inferno. Aplaudido e seguido por uns, perseguido e difamado por outros, a sua vida parecia um carrossel desenhando rodas cada vez mais rápidas. Os amigos e seguidores, percebendo o perigo, por sensatez ou por medo, mantinham-se na sombra. Com os perseguidores e detractores acontecia o mesmo: havia os que lhe apontavam o dedo, sem medo, apoiados por um oceano de rostos desconhecidos. Embora tivesse muitos apoiantes, estes nunca davam a cara por si e, quando chegava o momento de enfrentar os opositores, olhava à sua volta e não via ninguém. Poderiam pensar como ele, mas jamais admitiriam isso em público. Esta situação trazia sempre consequências imprevisíveis mas sempre nefastas. O medo imperava. Só ele se mantinha de pé enfrentando o enfurecido perante o enfurecido temporal.

Nas reuniões secretas, mais do que ideias discutiam-se, muitas vezes, atitudes. Muitos contentavam-se com as reuniões secretas não querendo expor-se na praça pública e não compreendiam a necessidade do colega. Tinham de ser cautelosos! Recriminavam então o homem que se expunha de forma tão temerária e receavam pela sua segurança e a dele.

Um dia, após um inflamado discurso às pessoas da sua cidade, realizado na praça onde se juntavam rostos curiosos e interessados, debaixo das réstias de um céu azul manchado de um doirado incandescente que lentamente cedia lugar à noite clara de estrelas, saltou do banco largo e comprido, agarrando-o com a mão esquerda e, preparando-se para regressar a casa para a tão desejada ceia, foi interpelado por pessoas que, tendo bebido sofregamente as suas palavras, pediam esclarecimentos. Amavelmente satisfez-lhes a sua curiosidade enquanto pensava cansado:

- Por este andar nunca mais chego a casa!

Ao longe, os soldados seguiam aborrecidos as suas divagações do velho. Ele era nem mais nem menos o único obstáculo que os mantinha ainda afastados das famílias. Tinham instruções claras no sentido de serem os ouvidos e os olhos do senhor da cidade. Ainda jovens, não se interessando por mais nada do que raparigas e o soldo mensal, as palavras convictamente pronunciadas, nada lhes diziam. O duque, a quem tinha sido confiada a cidade, não se sentia nada confortável com tais ideias, tão diferentes daquelas que servia. Era um homem forte e perverso dado aos mais dissolutos hábitos, não se preocupando com mais nada. Os súbditos pagavam-lhe na mesma moeda e iam fazendo a sua vida fechando os olhos aos excessos do senhor. Pagavam pesados impostos, sempre sujeitos aos caprichos do amo, da forma como podiam e afastavam-se do seu caminho, sempre que podiam e como podiam evitando um encontro que adivinhavam nefasto. Se eram surpreendidos pelo galope desenfreado de cavalos, limitavam-se a atirar-se para o lado, desviando-se como ervas chicoteadas pelo vendaval.

Era como se não existissem! E os cidadãos agradeciam a sua indiferença. Tentavam também eles passar despercebidos aos olhos e ouvidos do temperamental senhor! Sempre que se passeava pela cidade ou pelos arredores, as famílias escondiam apressadamente as filhas em casa evitando os olhos cobiçadores do nobre senhor. Ninguém se sentia seguro na sua presença e, quando eram chamados à sua presença, tremiam de medo, adivinhando as exigências do caprichoso senhor. Mesmo os seus mais directos colaboradores, limitavam o seu tempo, na sua presença, reduzindo as conversas aos temas puramente administrativos escapando-se logo que podiam. Só restavam os fiéis companheiros que partilhavam a sua vida dissoluta.

Ora, nessa noite, o idoso, após o discurso seguido dos esclarecimentos, seguia para casa pelo caminho habitual, no seu passo largo, espiando o movimento dos soldados, viu, com espanto e alívio, que se afastavam apressadamente para apresentarem o seu relatório ao nobre. Subitamente, um destacamento de seis soldados caminhavam na sua direcção os lhos postos em si. Sentiu o corpo gelar. Era agora! Tão depressa como surgira, o pequeno grupo desviou-se bruscamente noutra direcção. Agarrou-se à parede mais próxima enquanto um enorme abalo tomava conta de todo o seu corpo! Olhou por cima do ombro vendo os passos apressados e ligeiros afastarem-se. Olhou à sua volta, as ruas estavam silenciosas com a aproximação do manto fresco da noite, e nada nelas revelava fosse o que fosse de invulgar, a não ser a passagem furtiva de algum animal vadio, que o pudesse preocupar, pelo que prosseguiu descansadamente até casa. Vivia numa casa, bem perto do centro da cidade num edifício igual a muitos outros pertencentes ao seu estrato social. Era um estudioso e um pensador, os seus conterrâneos viam nele um sonhador honrado, sensato e bom sendo sempre procurado e escutado nos mais vários problemas que lhe eram colocados.

Antes de entrar em casa, rodou a cabeça à procura de possíveis olhos furtivos. Nada a assinalar. A casa mergulhada na penumbra exibia uma frescura contrastante ao calor daquela época. Na sala confortavelmente mobilada, encontravam-se todos os seres que lhe eram queridos: a mulher, as três filhas e os genros. Todos o esperavam ansiosamente para iniciarem a refeição. Da cozinha, desprendia-se um odor a comida que lhe estimulava ainda mais o apetite. Dirigiu-se à sala de braços estendidos agradado com as presenças já anunciadas. Todas as suas filhas tinham casado com nobres de cidades vizinhas. Homens justos e honrados que tratava orgulhosamente por genros! Estavam seguras! Para além do amor encontrado, estavam igualmente protegidas pela fortuna e o poder das famílias dos maridos. Era um dos factores com que contava e que o traziam descansado, embora soubesse que não havia fronteiras para a maldade do seu senhor. Tivera a sorte de dispensar a sua companhia dada a sua fama de sonhador e pensador. O seu senhor rodeava-se de pessoas práticas. Aborreciam-no pessoas como ele. Nem lhes ligava importância alguma, tratando-os como se fossem loucos. O elemento do clero da sua corte começava a inquietar-se com as palavras do velho e, sempre que era recebido em audiência, por entre outros assuntos, não deixava de referir-se ao velho que começava a tornar-se perigoso. E olhando ao casamento das filhas com nobre influentes de outras regiões, torna-o um perigo ainda maior. Era sua obrigação avisar. Invariavelmente as suas palavras eram recebidas com desprezo. Não desperdiçava o seu tempo com loucos. Tinha outros assuntos mais interessantes e mais urgentes do que esse. Os cortesãos que o acompanhavam riam-se das preocupações do clérigo que conheciam desde novos. Ninguém lhe ligava importância! Ora nem tanto assim, pois era uma pessoa muito procurada e respeitada na cidade. Afastou-se satisfeito ao ver uma centelha de desconfiança e insegurança nos olhos do nobre. Cumprira a sua missão. Tão dissoluto quanto os outros, começava a preocupar-se com a sua imagem. Temia, de alguma forma, represálias que os pudessem apanhar.

O senhor já não conseguia divertir-se como nos outros dias. Para que é que fora dar ouvidos àquele infame? Qual era o medo dele? Não estava devidamente protegido dentro das muralhas da cidade? Não lhe dera já provas concretas da sua amizade? Que queria ele mais? A cabeça de um velho louco? Se era assim tão influente, seria insensato mexer com ele. Aí, é que teria complicações sérias! Resolveu deitar o assunto para trás das costas. Ainda por cima, um dos seus genros era primo seu, já não sabia em que grau! Não gostava dele nem ele o apreciava. Eram totalmente diferentes para se entenderem. Nem em pequenos, quando esporadicamente se encontravam, se compreendiam, ambos cientes que os separava um abismo entre os respectivos caracteres. Conhecia demasiado bem a honra, a justiça e a coragem do primo para alguma vez o desafiar ou atentar contra algum membro da sua família. Se os outros fossem como ele, estaria perdido! Teria uma nação inteira contra ele! Depois, e fazendo jus ao seu carácter, pensou como lhe teriam escapado as sua belas filhas… Um mistério!

No confortável salão da casa do excelente orador, a conversa desenvolvia-se alegre e distendidamente. Divertiam-se todos juntos. Só depois da refeições e deixando as senhoras entregues aos seus assuntos, se reuniram na vasta biblioteca, que servia ao mesmo tempo de escritório, acompanhados de um licor aromático. Sentaram-se nas poltronas em redor da pequena mesa redonda e falaram das suas respectivas cidades e dos problemas administrativos resultantes da crise atravessada pela nação. Subitamente, e depois de todos os assuntos preocupantes terem sido abordados, e numa cumplicidade que os unia, os jovens perguntaram-lhe ser sensato expor-se daquela forma, conhecendo a estirpe do governante. O velhote, ao qual não passara despercebido aquele gesto cúmplice, sorriu pacificamente. Com certeza que conhecia os riscos que corria, era por isso que lhes queria falar da esposa. Se não se importariam de a receber. Ela ficaria contente por estar perto das filhas de quem sentia tanta saudade. E atacou o assunto:

- Claro que conheço o temperamento do meu senhor. Conheço-o demasiado, embora me tenha cruzado duas ou três vezes com ele. Mas, já passara demasiado tempo de cabeça baixa permitindo que abusos fossem cometidos sem que nada dissesse. Estava na altura de modificar o curso dos acontecimentos. Valia mais viver um minuto com a cabeça a prémio do que toda a vida que levara de cabeça baixa, receando pela segurança da sua família. Não. Chegava. A revolta e a sua dignidade falavam agora mais alto do que a sensatez. Era por isso que lhes pedia que o ajudassem com a esposa.

Percebendo que nada mais poderiam dizer que o demovesse e como pensavam como ele, acataram o seu pedido desejando-lhe as melhores felicidades no seu empreendimento e ofereceram-lhe todo o apoio que necessitasse. As mãos estreitaram-se e os olhos encontraram-se numa solidariedade onde não eram necessárias palavras. Partiriam no dia seguinte, levando a sogra com eles. Passaria temporadas em casa de todas as filhas, dando tempo ao sogro de levar a cabo o seu objectivo.

Os dias seguiram-se apreensivos. A tensão aumentava na cidade. O volumoso governante sentia os olhos na grande nação postos em si. As ameaças pareciam pairar no ar. A insegurança tomou conta dele e dos seus companheiros, conscientes das vidas depravadas e do ódio que as suas pessoas inspiravam dados os crimes que insensatamente cometeram. A solução encontrada foi a sua participação na cruzada ao médio oriente que partiria dali a uma semana. Fugiu na sua cruzada contra os supostos infiéis na tentativa de que a glória ali encontrada nos seus feitos no campo de batalha, lhe pudesse lavar a honra manchada. Tal como adivinhava, não deixava saudades nem mesmo na mulher que nunca amara nem nos filhos que sempre desprezara no favorecimento da sua vida dissoluta. Não voltaram. A partir daquela altura, um conselho formado por pessoas honradas passou estar à frente do destino da cidade. Respeitavam todas as pessoas que a serviam e procuravam educar o filho mais velho, ainda menor que o volumoso nobre deixara para trás, para que a sua sucessão tivesse uma direcção mais digna.

 

publicado por fatimanascimento às 07:44
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Inês e o avental do avô

Todos os dias, desenhava-se o mesmo ritual. Inês já o memorizara há muito. Assim, e como já contasse seis anos, resolvera que poderia ajudar a avó nas tarefas caseiras, aliviando-a das preocupações que está sujeita. E as maiores preocupações da avó são as nódoas de comida no fato do avô. Ele já não vê muito bem e treme bastante, pelo que espalha a comida para cima das suas calças, da camisola e do casaco. Assim sendo, e para evitar as desagradáveis nódoas na roupa, a avó obriga-o, todos os dias, a vestir uma avental, antes de cada refeição. Após a cuidadosa lavagem das mãos, dirigiu-se à cozinha, pegou no avental azul e branco, uma estreita faixa de pano rectangular, com uma abertura no meio, onde o avô enfia a cabeça e dois fios de pano azul que se prendem num laço debaixo de ambos os braços.

-Avô, andar pôr o aventalinho. – a meiga voz da criança atravessou a sala enternecendo o gasto coração, calmamente sentado no sofá da sala, atento ao programa televisivo que procurava seguir com interesse.

  Chegara a o momento da refeição sempre esperado com alguma ansiedade pela figura mirrada e desajeitada que fixava os seus olhos miudinhos na pequena figura como um barco numa noite tempestuosa se orienta pela luz brilhante do farol. Inês gostava desta tarefa e realizava-a sem qualquer esforço, evitando que avó, sempre impaciente, se zangasse com o avô, que ficava ainda mais atrapalhado ao som da voz áspera.

  O avô da Inês tem Alzheimer. Esta é uma doença terrível que vai, pouco a pouco, apagando a memória das pessoas minadas por ela. Inês tem uma ternura especial por este ser outrora alto e belo homem que a segurava nos braços firmes ou lhe passava a mão pela cabeça quando ela, ainda experimentava os primeiros passos, se acercava dele. Ainda se lembrava das suas palavras emitidas num tom triste e carinhoso:

  - Esta menina não tem culpa de cá estar. –  e repetia, recolhido nos seus pensamentos – Esta é que não tem culpa de cá estar!

  E Inês deixava-se estar, junto dele, buscando a protecção que tanto necessitava, na sua tenra idade, desprotegida pela ausência da mãe que trabalhava a muitos quilómetros de distância, pelo que só a via dois dias na semana – o Sábado e o Domingo. Quando a noite caía lentamente do céu, invadindo a janela por onde ela espreitava ansiosamente, ela adivinhava intimamente que chegara a hora da sua partida.

  Era nele, que ela se refugiava quando, na sua tristeza de ver partir todos os entes queridos, deixava cair as lágrimas num pranto inconsolável que a avó, ansiosa por natureza, e atolada de trabalho, e perante o olhar escandalizado dos irmãos, lhe gritava:

  - Cala-te, ó goelas!

  O avô, nesse momento, chegava-se ao parque onde a criança se equilibrava passeando a palma da sua mão pelo cabelito escuro e suave, falando-lhe suavemente. Ela escutava aquela voz que lhe transmitia a serenidade que ela necessitava.

  Agora, que crescera e já tinha seis anos, pensava que chegara a sua hora de o ajudar, quando ele se atrapalhava nas mais fáceis. Ciente da rotina que antecipava a hora do almoço, ela antecipava-se à impaciência da avó e chamava-o. Ele acorria sempre ao doce chamamento com alegria, respondendo alegremente à voz da criança:

  - Já está na hora na hora do almoço? – inquiria, invariavelmente satisfeito por sair, ainda que por momentos, da sua inacção.

  A avó e a mãe, cada uma em sítios opostos da casa, ouviam esta conversa já habitual. Era então que elas espreitavam, incapazes de resistir à ternura do momento. O avô baixava-se numa ginástica incomodativa para a sua idade, para se deixar guiar pelas hábeis mãos infantis. As gargalhadas saíam numa cascata alegre da boca de Inês sempre que o avô se emaranhava nos intrincados fios.

  -Ó avô! – clamava a voz, por entre gargalhadas espontâneas que lhe interrompiam o discurso. – Não é assim!

  - Então? Se não é assim como é que é? – exclamava calmamente o avô, rindo-se da sua atrapalhação.

  - É assim! – respondia a gaiata ajeitando os braços às aberturas certas.

  - Ah! Assim está melhor! Pois está! – concordava ele acenando a cabeça num movimento já habitual nele.

  - Para onde vais, avô? – exclamava a voz infantil, por entre gargalhadas. – Tens de picar o dedo!

  - Ah! É verdade! Já me esquecia. Pois é!

  E dirigia-se para a pequena sala de costura, sentando-se calmamente na cadeira, junto da mesa redonda, que se assemelhava à de uma enfermaria, atendendo à quantidade de material clínico assente em cima dela, à espera do diligente castigo. O avô para além da estranha doença de Alzheimer sofria também de diabetes o que levava toda a família a redobrar os cuidados para com ele.

Era estranho encontrar esta doença numa pessoa como ele que sempre tivera uma memória muito lúcida, dissera a mãe uma vez. Inês nunca mais se esquecera desta frase. O avô contava muitas histórias da sua infância, sem que um pormenor lhe escapasse. Também para a vida recente, ele tinha memória para datas e acontecimentos que escapavam a outros. E raramente se enganava. O amor por aquele ser já fraco e algo confuso a quem outrora chamara pai, à falta do seu, ao qual ele sempre respondia carinhosamente:

  - O avô é pai da mãe e é teu avô!

  Desistiria pouco tempo depois, perante a confusão infantil.

 Inês esperava junto dele a chegada da avó que, no intervalo da preparação do almoço, ia, numa corrida, picar-lhe a ponta do dedo por onde se escapava uma gota de sangue vermelhinha. Esta era recolhida por uma tira de papel e colocada numa máquina pequena que apontava os níveis de açúcar do sangue. Inês acompanhava tudo com muito interesse. Talvez um dia precisasse de ajudar o avô. O irmão mais velho já realizava essa tarefa!

  Acabado o exame, acompanhou-o à mesa e sentou-o, ocupando, logo de seguida, o lugar no outro extremo. Ficavam a olhar um para o outro à espera da comida que não demorava. Durante a refeição, o silêncio tombava sobre a mesa dando lugar à conversa dos talheres e dos pratos. A voz da avó fazia ouvir, de vez em quando, chamando a atenção de ambos para algum fortuito descuido.

  Terminada a refeição, Inês levantava-se e acompanhava o avô na sempre difícil tarefa de retirar aquela peça de vestuário. A ginástica e as gargalhadas repetiam-se até ao momento em que aquele pegava no seu boné e na trela da pequena cadela para o passeio habitual e ela mergulhava a cabeça encaracolada nos livros tentando resolver os trabalhos de casa. A avó ocupava-se da arrumação da cozinha. Os intrépidos adolescentes, irmãos da pequena almoçavam no refeitório da escola, pelo que só mais tarde se lhes juntariam.

  Suspirou. Olhou o avô, regressado do seu passeio após o almoço e sentado no sofá, olhando para a programação vespertina da televisão onde já não conseguia diferenciar formas, limitando-se a escutar a voz simpática da apresentadora, que, como sempre, se exprimia num tom alegre e vivo.

  Amanhã, iria retomar a sua rotina. Decidira para si própria que aquela seria a sua tarefa diária, assim que regressasse da escola.

  A casa mergulhou no seu sono habitual, só interrompido pelo som do programa onde, ocasionalmente, o público assistente se manifestava em ruidosos aplausos. Inês esforçava-se por se concentrar no caderno aberto à sua frente, em cima da mesa, onde inventava frases para algumas palavras, e para o livro de Matemática que esperava pacientemente a sua vez, atrás do caderno. Olhou pela larga porta envidraçada onde as hastes das altas plantas, semeadas em largos canteiros redondos, a convidavam para brincadeiras e aventuras em mundos mágicos onde só as crianças têm acesso.

 

 

Fátima Nascimento

Maio 2009

 

 

publicado por fatimanascimento às 10:17
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